A era do Marketing Inclusivo chegou!

O que é marketing inclusivo?

Criação de conteúdos que reflitam toda a diversidade da sociedade, saindo do padrão, daquilo que dominou a mídia ao longo de muitos anos para retratar outros corpos, culturas e vivências. Naturalmente, isso quer dizer incluir no conteúdo minorias sociais, raciais, questões de gênero, diferentes corpos, cultura, entre outros aspectos. Não com o objetivo de simplesmente se aproveitar da hype (promoção extrema de uma pessoa, ideia, produto), mas para trazer visibilidade e levar uma mensagem positiva ao mundo.

Trata-se de uma demanda real do atual consumidor. Segundo uma recente pesquisa da Salesforce: 90% dos consumidores acreditam que é responsabilidade das empresas tornar o mundo um lugar melhor. Some esta informação à demanda de hiper personalização da jornada de compra e verá que o marketing inclusivo é a nova regra para participar da transformação que estamos vivendo. Que tal usar seu branding para inspirar e motivar  pessoas? Confira os cinco princípios básicos do marketing inclusivo a seguir.

5 Princípios básicos do marketing inclusivo

1. Tom do conteúdo:

O tom de um conteúdo é, de modo geral, o estilo dele. A cara do material, incluindo o sentimento que ele quer passar, suas características e opções estéticas. Comunica além do sentido das palavras. Basta pensar que, conforme o seu tom, um conteúdo com o mesmo tema que outro pode soar ofensivo, enquanto o outro não. Para definir o tom do conteúdo duas noções são fundamentais:

  • Objetivos daquele material;
  • Características da persona.

Buscando estas referências em seu planejamento, o tom mais adequado deve ficar mais claro para você.

2. Linguagem:

Ela já diz mais a respeito do modo como fala cada coisa. É a escolha das palavras, frases, gírias, referências, metáforas… Tudo que compõe o conteúdo e comunica as informações que você deseja passar. Mas isso também não é algo de outro planeta, afinal, você provavelmente não conversa da mesma maneira com seu namorado(a) e com o pessoal da empresa, certo? Isso acontece pois a linguagem deve ser adaptada conforme o grupo social que desejamos atingir. Novamente, é uma questão de conhecer as personas e se comunicar como elas. Um ponto importante de ressaltar acerca da linguagem no marketing inclusivo é pensar a própria língua de maneira crítica.

Sabemos que atualmente inúmeros termos que eram aceitos antigamente têm uma origem nefasta. São expressões de cunho racista, homofóbico, machista e outras construções ofensivas da linguagem. Elas devem ser eliminadas do seu vocabulário imediatamente. Por isso, a melhor solução é criar um guia de redação contendo todas as expressões problemáticas que você identificar. Sempre seguida de uma alternativa adequada para que possa ser substituída.

3. Representatividade:

Está aí uma palavra que temos ouvido bastante. Representatividade na arte, no mercado, no ensino. O fato é que, agora, reconhecemos a importância e o impacto de um indivíduo se ver representado nas grandes mídias da sociedade. Quando nos identificamos com alguém, criamos esperança e nos inspiramos para atingir uma realidade possível. Por esse motivo é tão importante buscar diversificar os modelos positivos de representação das pessoas.

Quanto mais incluída a pessoa se sente, mais confortável e vinculada à marca ela fica. Hoje em dia, personalização é tudo – e isso não pode ser alcançado se o lead não se enxergar dentro da sua marca. É uma questão de pertencimento e inclusão, ou seja: tudo que o novo marketing precisa promover!

4. Contexto:

Contexto é tudo! Uma frase ou um conteúdo lançado em diferentes épocas ou nichos comunicará coisas completamente diferentes. Logo, estar ligado à realidade das personas é – novamente – tão importante. Você precisa saber o que ela pensa, como ela age e o que está acontecendo ao redor dela naquele momento. Isso serve para buscar referências potentes que causem uma identificação instantânea e positiva – mas, também, para tocar em pontos sensíveis para aquela comunidade e gerar recusa ao invés de aproximação. Portanto, cuidado!

5. Desconstrução de estereótipos:

Se tem uma coisa que ninguém mais aguenta são os estereótipos já tão batidos em nossa sociedade. O asiático inteligente, a mulher maternal e cuidadosa, o homem todo poderoso, o corpo perfeito… Não é que eles sejam proibidos, mas devem ser usados com muita cautela e reflexão. O ponto é que toda essa necessidade da recuperação de um marketing inclusivo surgiu justamente pela insistência nesses estereótipos durante anos.

Insistir neles é reforçar uma mensagem que, em muitos casos, já soa ultrapassada e incômoda para boa parte dos consumidores. Tente não resumir pessoas e grupos aos lugares mais comuns. Explore novos modelos de representatividade e observe como você passará a atingir pessoas mais reais – com as quais suas personas possam se identificar de verdade!

Exemplos de Marketing Inclusivo::

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Matéria escrita por: Gummy.digital