5 Coisas que você aprende com Divertidamente

“Como você fez isso? Ele se sentir melhor?”, questiona a Alegria. “Não sei”, responde a Tristeza. “Ele estava triste e eu o ouvi”, completa.

O diálogo é parte central do filme “Divertida Mente” e retrata o momento em que Bing Bong  (amigo Imaginário da menina Riley) consegue dar vazão à dor de ter sido esquecido pela garotinha de 11 anos, que vive um turbilhão de sentimentos ao mudar de cidade.

É assim, de forma simples que a animação registra algo tão complexo quanto o saber ouvir e que a Alegria percebe que a Tristeza, até então desprezada por ela, é necessária.

Emoções em excesso podem atrapalhar

Em DivertidaMente, a personagem Alegria não cansa de ver as coisas com extremo otimismo — mesmo quando a situação exige um pouco de medo, tristeza, nojo ou raiva. 

Esquecer algumas coisas é positivo

É natural que certas recordações sejam esquecidas com o passar dos anos. No filme, as esferas que não são utilizadas vão parar num lixão e viram poeira com o tempo. Isso acontece com muitas informações que processamos ao longo de um dia ou de toda a nossa vida. Você provavelmente não se lembra muito bem do que comeu no último dia de fevereiro. Esse dom do esquecimento também é útil para lidar com situações traumáticas e difíceis. O cérebro vai, aos poucos, apagando os detalhes do fato ruim como uma maneira de lidar com a situação.

O Medo e o Nojo nos ajudam a sobreviver

O medo impede que entremos na jaula de um leão durante uma visita ao zoológico. O nojo, por sua vez, não deixa a gente comer um lanche estragado.

Esses dois sentimentos nos livram de grandes enrascadas.

“O segredo está em equilibrar as emoções e não permitir, por exemplo, que o temor nos impeça de sair de casa”, exemplifica a neuropsicóloga Cleide Lopes para revista abril.

 

A raiva impede injustiças

Especialistas em psicologia concordam que a raiva tem o potencial de indignar e corrigir eventuais injustiças. Mas calma, ninguém está falando em gritar ou sair quebrando as coisas, o segredo, mais uma vez, está no equilíbrio. 

Constantemente vivenciamos injustiças, situações que julgamos inadequadas, seja alguém que tratou mal outra pessoa na sua frente, um amigo que quebrou sua confiança ou o insucesso da expectativa de promoção no trabalho. Estas ocasiões geram desapontamento, frustração, julgamento, rejeição ou medo, mobilizando uma grande energia emocional. Esta energia altamente canalizada é a raiva. Ela tem o poder de direcionar com muita eficiência seu corpo e mente para a ação.

ALINE CAVALCANTE (psicóloga e palestrante)            

A tristeza é importante

A sociedade nos aponta e cobra que sejamos felizes o tempo todo e a animação vem para quebrar este paradigma mostrando a importância tristeza, responsável por promover consolo e o conforto que precisamos e que instiga a empatia, como fica evidente quando a menina é apoiada pelos pais ao perder uma importante partida de hóquei.