Estudante Florianopolitando de Medicina cria um blog e fala sobre suas experiências no Acre

Bruno Carriço é de Florianópolis e se mudou para o Acre em fevereiro.
Em blog, ele dá dicas para quem pensa em viver no estado.
Iryá Rodrigues
O sonho de cursar medicina fez com que o estudante Bruno Carriço de Oliveira, de 30 anos, ficasse mais de quatro mil quilômetros distante da família e de amigos. O florianopolitano se mudou para o Acre em fevereiro deste ano e tem usado um blog para contar suas experiências no curso de medicina, além de dar dicas sobre morar no estado acreano.
as de outros lugares, que o Acre é muito mais do que se imagina. Ele diz ainda que os textos pretendem encorajar os que, assim como ele, pretendem mudar de carreira e ingressar em uma nova faculdade, e principalmente longe de casa.
“A minha ideia sobre o Acre já era positiva. O foco do blog é o curso de medicina, mas também a experiência de viver no Acre. Então, a intenção é mesclar textos sobre as matérias do curso e também dicas sobre a cidade, informações para quem pensa em vir, e também curiosidades sobre a cultura local”, conta o estudante de medicina.
Com textos leves, cheios de detalhes sobre a capital Rio Branco, o blog “Medicina no Acre, relatos de um estudante” tem, inclusive, a participação de outros colegas do curso que também são de outras cidades do país. Oliveira conta que o conteúdo tem atraído leitores de outros estados e até de outros países. Todo final de semana, o estudante diz que posta um texto.
“Uma amiga de Floripa disse que meu blog despertou muito a curiosidade pelo estado. Outro amigo disse que ficou com vontade de conhecer o Acre. Teve um post que eu fiz só sobre Rio Branco (Surpreenda-se com Rio Branco) e um outro amigo da minha turma da faculdade falou que está aqui há quase dois meses e não tinha tido interesse em conhecer todos os lugares, mas que depois do texto, deu vontade de andar um pouco mais”, diz Oliveira.
Sobre os maiores medos e dúvidas ao pensar em se mudar para um lugar distante de casa, o acadêmico diz que o mais difícil foi deixar a família e os amigos. Apesar de ter gostado do estado acreano, ele diz que por enquanto não sabe quanto tempo deve ficar.
“Minhas maiores dúvidas quando resolvi mudar para cá foram deixar a família e os amigos tão distante. Não tenho definido ao certo se permanecerei por aqui, mas o planejamento inicial é tentar transferência para um local mais perto de casa, ainda mais agora que dois sobrinhos nasceram, um deles ainda nem conheci. A mensalidade do curso de medicina da faculdade que faço é a sexta mais cara do país, é outro fator a se considerar”, avalia o estudante.
Fonte: Do G1 AC