Expresso do Amanhã: Estilos de Liderança

“A franquia Expresso do Amanhã se tornou onipresente na cultura pop. Criada originalmente nos anos 1980 na HQ O Perfuraneve. A curiosa premissa sobre uma distopia climática foi levada aos cinemas em 2013 por Bong Joon Ho (Parasita) no filme Expresso do Amanhã e, em 2020, se tornou uma série de TV de mesmo nome. A produção que chegou ao Brasil pela Netflix, apresenta um grupo de pesquisadores que cria um experimento capaz de pôr fim à ameaça do aquecimento global, mas seus planos não saem como o planejado e eles acabam eliminando quase toda a vida da Terra, que, por sua vez, transforma-se em um deserto de gelo. Os únicos sobreviventes vagam pelo planeta a bordo de um trem chamado Snowpiercer, mas nem todos estão conformados com a situação. Com isso, uma revolução está prestes a eclodir”.

Dentro do trem é possível identificar a divisão de classes e com elas seus lideres. Isso mesmo, eles possuem mais de um líder e um estilo de liderança que deve ser ajustado conforme conhecem sua equipe e seus liderados. Mas você sabe identificar quem são os líderes do trem e seu estilo de liderança ?

Para facilitar essa identificação, vamos detalhar um pouco mais sobre a diferença de líder e chefe, bem como destacar os principais estilos de liderança abaixo:

"Liderar é influenciar e mobilizar as pessoas, para que desenvolvam motivação para fazer o que deve ser feito, com vontade e o máximo de seu potencial, para atingir os objetivos compartilhados fixados".

PRINCIPAIS ESTILOS DE LIDERANÇA

  1. liderança democrática – é aquela em que o gestor envolve os colaboradores em planos, discussões e procedimentos da empresa ou setor. Nela, as responsabilidades são distribuídas por todos os membros da equipe, que participam da tomada de decisões junto com o líder. Para tanto, o gestor precisa saber compartilhar as tarefas com os colaboradores, bem como ouvi-los. Por outro lado, os membros da equipe também devem ser capacitados e treinados de modo que possam contribuir de maneira adequada para o bom andamento do trabalho.

  2. liderança autocrática  – condução coercitiva e imposta às pessoas, ou seja, o líder toma todas as decisões sozinho de maneira unilateral, e o restante dos colaboradores apenas executa as ações, não tendo poder para influenciá-las. Assim, para entender o que é liderança democrática, um dos pontos de partida é a quebra do poder hierárquico, onde apenas uma voz é condutora das decisões. Na liderança autocrática, mais tradicional no mercado corporativo, é ressaltada a figura do chefe rígido e dominador, sendo muitas vezes até temido por sua equipe.

  3. liderança liberal – se caracteriza pela extrema liberdade com relação às pessoas: o líder sugere e não tem qualquer ascendência sobre elas. Participação mínima do líder. Tanto a divisão de tarefas, escolha dos companheiros fica a critério do grupo.

Liderança Situacional

"A teoria da liderança situacional foi desenvolvida em 1969 por Paul Hersey e Ken Blanchard. Segundo eles, um bom líder é capaz de adaptar seu comportamento conforme o nível de maturidade profissional de cada um dos seus subordinados. O estilo de liderança que funciona com um colaborador pode não funcionar com o outro!"

Sendo assim, de acordo com essa teoria, não há um estilo de liderança melhor do que outros. Na verdade, tudo depende da situação que se enfrenta e das pessoas com as quais se está lidando, e o gestor deve saber como ser flexível e se adaptar ao cenário em que está inserido.

Os 4 estilos de liderança situacional

  1. Direção: entre os quatro estilos de liderança, esse é o que os subordinados possuem a menor autonomia. Aqui, o líder deve ensinar à equipe tudo o que deve ou não fazer e ensinar como fazer. As tarefas são supervisionadas ao longo de sua realização até que os profissionais possuam maior capacidade.
  2.  Orientação: nesse caso o líder deve oferecer uma supervisão constante, estímulos para a execução das tarefas e apoiar sugestões e ideias dos subordinados. Entretanto, a palavra final ainda é a do gestor. Ainda assim, ele deve fazer com que a equipe se sinta motivada a contribuir com ideias.
  3. Apoio: aqui, a supervisão do líder é muito menor. Na verdade, a ideia é que ele facilite o trabalho e incentive os profissionais da equipe. Ele deve apoiar a análise de diferentes ideias e perspectivas, de modo a enriquecer os processos de forma colaborativa.
  4. Autonomia: como o próprio nome deixa claro, o papel do líder aqui é muito menor na tomada de decisões e realização das atividades. A equipe deve ser autônoma para tomar a maior parte das decisões. Logo, também é a equipe que assume a responsabilidade pelas consequências. O líder, por sua vez, deve delegar responsabilidades e atuar para manter a organização do trabalho.

Mas, e agora, qual tipo de liderança aplicar e quando aplicar?  Bem, isso depende do nível de maturidade da equipe. Veja:

Os 4 níveis de maturidade de uma equipe

Quando falamos sobre o nível de maturidade de uma equipe, estamos nos referindo ao seu nível de capacitação, ou seja, de competência para realizar as atividades com maior ou menor autonomia. Autonomia requer conhecimento, responsabilidade e engajamento. Sendo assim, podemos classificar a maturidade em 4 níveis:

  1. baixa vontade e baixa capacidade: os profissionais do grupo não possuem conhecimento e habilidades suficientes para concluir a tarefa de forma autônoma. Isso pode ocorrer porque são novos ou porque não se sentem preparados e motivados para tomar decisões por conta própria.
  2. alta vontade e baixa capacidade: os profissionais possuem alguma experiência e por isso estão motivados e possuem habilidade. Entretanto, ainda é necessário apoio na realização das tarefas.
  3. baixa vontade e alta capacidade: os profissionais possuem as habilidades necessárias para realizar o trabalho com autonomia. Entretanto, eles não se sentem dispostos (motivados) para assumir responsabilidades.
  4. alta vontade e alta capacidade: os profissionais são capacitados e motivados o suficiente para realizar todo o trabalho com autonomia.
fonte: www.twygoead.com